14 de ago. de 2011

Os três mosqueteiros e a coincidência em 2 a 2

O Campeonato Brasileiro 2011 está cada dia mais confuso diante das expectativas de quem vai ficar no G-4. Os líderes jogaram depois de um empate do terceiro colocado, o São Paulo, e não aproveitaram a falta de cuidado de uma equipe Hexacampeã do torneio que só não perdeu em casa porque um veterano empurrou com lágrimas a bola para o fundo da rede. Um gol no finalzinho, contra um time em ascensão, foi o último suspiro de um candidato ao título que conseguiu pelo menos permanecer na mesma colocação.

Os desafios de Corinthians e Flamengo não eram fáceis. Dizer que o líder poderia confirmar o topo com uma boa vitória contra o Ceará, equipe que vem "atrapalhando" os adversários (e é o único que conseguiu vencer o Flamengo em 2011), seria non sense apesar de seus quatro jogos consecutivos sem vencer. Já o time da Gávea que viajou à Florianópolis para pegar o Figueirense, que derrotou Galo e Glorioso nas duas últimas rodadas, e perdeu apenas contra o Palmeiras jogando em casa. Os duelos foram chatos para aqueles que torcem pelos sargentos deste Brasileirão. Enquanto o tricolor paulista bobeou perante o Furacão (que vem fazendo jus ao apelido), Timão e Fla sofreram para não perder seus jogos.

Pensando de forma conectada ao objetivo deste blog, o foco da partida do Orlando Scarpelli é basicamente sufoco e pressão do Figueira, que massacrou o Flamengo. O primeiro tempo refletiu a equipe de Luxemburgo nos últimos jogos. Troca de passes com paciência, controle de bola, mas com algumas falhas na marcação. Angelim foi quase perfeito, e Wellington mais uma vez decepcionou. O gol de empate dos catarinenses saiu de um grave erro do defensor rubro-negro, que cabeceou uma bola para escanteio, essa que nitidamente sairia pela linha de fundo com muita folga.

As constantes reclamações levaram o Fla a receber seis amarelos contra nenhum dos donos da casa. Héber Roberto Lopes foi bastante questionado pelo R10, e outros jogadores do Flamengo. O empurrão da torcida local, a força do time treinado por Jorginho na segunda etapa, e o nervosismo explícito vermelho e preto resultaram em um empate em 2 a 2 após uma vitória praticamente escrita até os cinco minutos do segundo tempo. O questionamento sobre o árbitro não é simples de se justificar, já que dentro de campo as palavras nem sempre soam com gentileza.

No Pacaembu, a "tragédia" dos corintianos quase apareceu aos 37 do segundo tempo com Marcelo Nicácio, que impedido marcou, mas o tento foi anulado. Só que o jogo é encerrado após os 45, e aos 39, Rudinei fez o que nenhum dos 26.763 pagantes esperava. A dupla dinâmica jogou suas armas no chão quando os três pontos pareciam garantidos. Mas no futebol, achar é pecado, e desistir de lutar até o fim por ter uma conquista antecipada na mente é delírio. Já o terceiro, esse sim não aproveitou o que poderia deixá-lo na liderança, com uma vitória a mais que o time do Parque São Jorge.

Acácio Rodrigues

Um comentário:

  1. Cravar resultado nesse campeonato brasileiro é muito dificil! Mas no final das contas o resultado não foi tão ruim pro meengaao, valeu ceará! huauha

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