29 de ago. de 2011

Clássicos são clássicos

Um jogo clássico no futebol é sempre visto com bons olhos. Seja no Brasil, seja na Argentina, seja na Europa... não importa. Clássico é clássico. Os torcedores esperam resultados positivos, mas nem tudo são flores para uns. Flamengo e Vasco não saíram do zero, mas a vitória foi do time rubro-negro. Com um a menos durante todo o segundo tempo, a equipe de Luxemburgo conseguiu segurar o empate, e não saiu da vice-liderança. O melhor para o time da Gávea é que o Corinthians perdeu e o São Paulo empatou. Nada mais confortável.
Ruim foi o Vasco, que não teve condições de empurrar a bola para o fundo da rede. Com boas oportunidades, o Gigante da Colina estava desorganizado diante de um time sem estrutura defensiva, pois além de Welinton expulso, Alex Silva saiu lesionado. Isso provoca mudanças e clima tenso entre a comissão técnica e a torcida, já que peças de reposição existem, mas o banco pode ficar desfalcado. Gustavo e Angelim devem jogar, mas na reserva fica o maluco Jean. Infelizmente Frauches foi disputar um torneio internacional com o time júnior, e não vai poder mostrar seu futebol entre os profissionais.

No Morumbi, o São Paulo teve tudo para passar o Mengão, mas não aguentou a pressão do Peixe. O Santos estragou a festa tricolor, e o empate seco em 1 a 1 deixou a galera ansiosa pelo segundo turno (que vai pegar fogo). Só um detalhe: a zona de classificação que se cuide, pois o Glorioso vai dar muito trabalho nesse Brasileirão. Um time bem montado, comendo pelas beiradas, já é uma rocha na mira do fuzil dos líderes.

Falando em liderança, o Timão não venceu o Palmeiras, que pela primeira vez (na minha opinião) mostrou um futebol mais categórico, e fez os torcedores tirarem a camisa do guarda-roupa. Fernandão mal chegou e já está na janela, curtindo a brisa. Artilheiro do Guarani na série B, o atacante deu o cartão de visitas para os torcedores alviverdes. Luan, considerado bom jogador por uns e zero a esquerda por outros, fez o dele e a garantia dos três pontos contra o arquirrival líder do Brasileirão não poderia ter vindo em hora melhor. Mas ainda há muito trabalho a ser feito no time do Palestra.

Montillo é o rei de Minas Gerais. O Cruzeiro só tem a agradecer ao hermano camisa 10, pois a vitória contra o Galo rendeu graças ao maestro da equipe. Joel Santana diz acreditar em Libertadores, e acha até pouco para o elenco e a estrutura que tem. Só que no papel nada resolve. Nas quatro linhas (fiz um merchan do blog sim) é o foco de qualquer clube que deseja ser campeão da competição mais difícil do mundo, o Brasileirão.

Acácio Rodrigues

25 de ago. de 2011

Na esquina da magia

O Mengão estava sem freio, e agora fica parado na esquina? Só se for na esquina da magia do belo futebol. Ronaldinho é o capitão literalmente. As belas jogadas, os gols, as assistências, sempre saindo dos pés do R10 comprovam que a boa fase (e que fase) do time da Gávea não é por acaso. A classificação, os tabus quebrados pelo time, tudo isso com o apoio incondicional do craque da maior torcida do mundo. A nova comemoração ajuda a conectar os desconfiados à boa campanha da equipe de Luxemburgo. 

Muitos questionam a carência de marketing no Flamengo. Mas se analisarmos corretamente, estratégias não faltam. Ter um elenco como esse já é uma ação de qualidade. Além dos grandes nomes, a garotada formada no rubro-negro carioca tem espaço de divulgação na mídia. Galhardo e Negueba foram pentacampeões mundiais sub-20, e Diego Maurício (com Galhardo) ganhou a Sul-Americana que classificou o Brasil para as Olimpíadas de 2012.

As músicas da torcida, as comemorações, os vídeos, as fotos, as frases... 

Será que nada disso é investimento? Ou o Fla precisa gastar os neurônios e tirar do cofre uma grana para promover ainda mais um time que está no topo da atual temporada?

Concordo que camisas, e outros produtos precisam ser confeccionados, mas não há tantos motivos para o alarde feito por muitos. Enfim, o gol de Ronaldinho foi mais um exemplo do bom trabalho no Mengão. A zaga funcionou perfeitamente, e afastou definitivamente a dúvida de quem deve compor a defesa rubro-negra. Gustavo "Geladeira" é o monstro, e ao lado do xerife Alex Silva transformou o sistema defensivo em uma muralha. Eis aí o time ideal para Vanderlei, e segue o jogo, porque domingo tem o clássico dos milhões.

Acácio Rodrigues

Mágoa pra quê?

Um jogão da modalidade esportiva mais apaixonante do mundo não merece polêmicas envolvendo questões internas de um dos melhores clubes do país e atual campeão brasileiro. É verdade que o Santos venceu o Fluminense jogando em casa, mas não era jogo fácil, afinal, o Peixe vinha morrendo na praia há alguns jogos. O tricolor carioca tem um bom time, apesar dos resultados ruins e o sinal de fumaça diante do camisa 9 que nem podemos citar o nome senão ele fica sem condições psicológicas.

As declarações envolvendo a saída de Muricy Ramalho do Fluminense não deveriam fazer parte de um contexto bonito em 90 minutos. Mas fizeram antes, durante e depois. Neymar não marcou, mas deu um show de dribles e mostrou que tem talento de sobra em campo. Borges não precisa dizer nada, já que seu cartão de visitas já foi entregue, e a artilharia é sua. Os três pontos garantidos pelo time de Pelé vieram em boa hora para o clube, já que a situação estava alarmante.

O Fluminense continua na balança, mas permanece entre os 10 primeiros. Título é algo que pode ser deixado de lado no clube, pois os cinco primeiros são os que mais tem chances de levantar o caneco. Esse ano o Brasileirão não será de outro, fica entre os cinco: Corinthians, Flamengo, São Paulo, Vasco, e Botafogo.

Acácio Rodrigues

24 de ago. de 2011

Galo não canta há muito tempo

Que o Atlético-MG não ia se classificar na Sul-Americana, todos já sabiam. Que o Atlético-MG ia continuar ruim com Cuca, todos já sabiam. Que o Atlético-MG precisa de uma limpeza na diretoria, todos sabem! É decepcionante ver um dos times mais tradicionais do futebol brasileiro virar saco de pancada, e nada que o clube faz resolve os problemas existentes há tanto tempo. 

Vanderlei Luxemburgo, Dorival Júnior, Cuca... não adianta. O problema não está no comando do time, e sim no comando do clube. É vergonhoso saber que o primeiro campeão brasileiro está morto no futebol. O clássico do próximo domingo contra o Cruzeiro pode surpreender a nação alvinegra e empurrar o time em uma ascensão. Mas essa hipótese é remota diante dos fatos, já que André e Dudu desfalcam o Atlético e basicamente chutam as expectativas perante o time mineiro. 

Que o Mineirão faz falta, não tenham dúvidas. Mas então porque o Flamengo ficou invicto por tanto tempo, e faz uma campanha invejável em 2011? Que eu saiba, o rubro-negro só tem o Engenhão e o estádio de Macaé como opções de mando de campo nesse Brasileirão, já que o Maraca está em reformas para a Copa do Mundo de 2014.

Enfim, o Glorioso avança e tem dupla chance de disputar a Libertadores, já que no Brasileirão o time pode garantir com facilidade uma vaga na zona de classificação (difícil falar G-4 com o Vasco lá).

Acácio Rodrigues

23 de ago. de 2011

Uma competição na marca do pênalti

A Copa Sul-Americana não é considerada pelos clubes como uma competição importante. Não é de hoje que os participantes, particularmente os brasileiros, acreditam que disputar esse torneio não é viável. O erro é nítido e lamentável, já que o vencedor tem a vaga carimbada na Libertadores, disputa a Recopa Sul-Americana, e recebe prêmios a cada fase que avança. É pouco? 

Os atletas dos anos 80 para trás costumam dizer que em sua época não existiam mordomias que vemos hoje. É óbvio que o desgaste físico e a preparação para a maratona de jogos pesam no corpo humano. Mas é necessário ser meio "político" e dizer que quem não tem peças de reposição para suprir a falta de algum jogador que por opção do técnico será poupado, esse time não tem suporte para vencer. 

Essa semana os brasileiros decidem entre si quem avança na Sul-Americana. Botafogo, Flamengo, Vasco, e São Paulo, são na minha opinião os favoritos.
Botafogo: Quem tem Elkeson, Felipe Menezes, Alex e cia, não precisa temer diante de um time que vive em uma nuvem tenebrosa há um bom tempo. Não é de hoje que o Glorioso tem demonstrado ser uma equipe integrante de um "grupo" dos melhores do Brasil.
Flamengo: Pode empatar, e mesmo se perder creio que é mais time para superar o Furacão. Tem uma campanha invejável na temporada, e mesmo que utilize reservas pode surpreender e até vencer o adversário com uma diferença de dois ou mais gols. Galhardo e Negueba devem estar entre os titulares, e merecem a chance de mostrar seu futebol pentacampeão sub-20. Jael, o Cruel, é o novo xodó rubro-negro, e a titularidade é questão de tempo.
Vasco: Tem sido um time apto para vencer todos os campeonatos que disputar. Não é a toa que foi campeão do Brasil. Em janeiro, a visão do elenco cruzmaltino era negativo na mente sã de qualquer indivíduo. Mas a diretoria soube aproveitar a competência e adquiriu peças de qualidade para compor uma equipe vencedora.
São Paulo: Persegue a lista dos melhores desde 2005. É uma pedra no sapato das equipes que desejam ser campeãs. Embora tenha perdido o jogo de ida, não perde a volta para o Ceara. Tem time para vencer, mas precisa definir melhor o envolvimento da garotada. Casemiro já renovou por cinco anos. Falta agora o melhor da Copa do Mundo sub-20, artilheiro, e membro incontestável dos onze jogadores que iniciam as partidas com a camisa tricolor. Henrique precisa ficar no Brasil, ainda é cedo para sair.

Acácio Rodrigues

22 de ago. de 2011

Gol, o lance primordial

A 18ª rodada do Brasileirão pode ter sido ruim para alguns torcedores que esperavam um Corinthians mais líder do que nunca, um Flamengo empatando no número de pontos, um São Paulo batendo o rival, e um Vasco liquidando o Flu. Mas três lances foram de pura excelência, e fizeram jus ao comentário de sempre sobre o Campeonato Brasileiro: o mais difícil do mundo. Ronaldinho Gaúcho, Leandro Damião, e Dagoberto, foram os protagonistas de um domingo pra lá de inesquecível para quem ama o futebol.

O Flamengo pode mais uma vez ter deixado sua torcida à beira da fúria com outro empate somado a um gol perdido de Deivid (mais um). O jogo contra o Inter em Porto Alegre poderia ter sido comandado pelos rubro-negros, mas a garra e o bom futebol de um centroavante camisa 9 nato, foram suficientes para decretar a não vitória do vice-líder sobre um Colorado sem Guiñazu (expulso).

Mas Ronaldinho, reprisando os gols de falta marcados pelo Barcelona e pelo Flamengo, conseguiu extravasar a maior torcida do Brasil. A jogada ensaiada mostrou que o showman merece cada vez mais vestir a amarelinha com o número 10 nas costas. Só que nem tudo são flores, e Leandro Damião estragou a festa do time da Gávea. Bobagem para quem é torcedor do bom futebol, pois depois de dar um assistência de calcanhar para o gol de Índio, Damião marcou um antológico gol de bicicleta estilo Diamante Negro. Para quem não sabe, Leônidas da Silva foi o primeiro a realizar a maestria feita pelo atacante do Inter.

De mais a mais, não é só de um jogo que se vive um Brasileirão. Dagoberto fez o favor de cortar um zagueiro de forma esplêndida, e encobrir o goleiro do Penta da maneira mais bonita de se ver. Aliás, Marcos está nesse momento procurando a bola no estádio do Morumbi. Quem sobrevoava nas aeronaves por São Paulo pôde ver de perto a bola viajando para o fundo da rede de "São Marcos".

Viva o futebol!

Acácio Rodrigues

19 de ago. de 2011

Copa Espírito Santo esquenta o fim de semana no Estado

Neste sábado (20) começa a Copa Espírito Santo de Futebol. Rio Branco, o maior vencedor de títulos do Estado, Vitória, atual bicampeão da competição, e Real Noroeste, atual vice da Copa e da Segunda Divisão do Capixabão, estreiam na disputa que leva o campeão à Copa do Brasil do ano que vem. O destaque dessa primeira rodada é o jogo de domingo, entre Vilavelhense e Desportiva Ferroviária, no estádio Engenheiro Araripe.

A partida será histórica. Ela marca o retorno da Tiva às competições oficiais, e a volta do nome "Desportiva Ferroviária" depois de doze anos. A torcida grená aguarda ansiosamente o time em campo, de uniformes novos, e confiante para o recomeço. O adversário tem a participação de uma das maiores figuras do futebol brasileiro. Renaldo, o artilheiro do Brasileirão de 1996 pelo Atlético-MG com 16 gols, e vice da edição de 2005 com 30 pelo Paraná Clube. 

O atacante ficou conhecido como o jogador que não perde pênaltis. Em toda a carreira, Renaldo perdeu dois, sendo na mesma partida. O jogo foi pelo Brasileirão em julho de 2005 contra o Figueirense. O Paraná venceu por 3 a 0 mesmo sem que o jogador marcasse nas penalidades. O goleiro que fez as defesas foi Édson Bastos, que hoje atua pelo Coritiba. Uma curiosidade desse time do Paraná é que o craque Thiago Neves jogava no clube, e nesse jogo marcou um dos gols, batendo forte no ângulo.

Acácio Rodrigues

Mais de 100 dias de invencibilidade não é pra qualquer time

O Clube de Regatas do Flamengo fez (e faz) história no futebol brasileiro. Apesar da goleada sofrida em casa para o Atlético-GO, o rubro-negro continua sendo um dos principais candidatos ao título brasileiro de 2011. O que os torcedores menos tem que se preocupar é ver o Fla perder. Isso porque a equipe treinada por Luxa tem exibido a beleza da modalidade que é a paixão de todos os brasileiros.

A estreia de Alex Silva foi péssima, e o esquema montado por Luxa não agradou os torcedores. Contra o Furacão deu certo, mas o Atlético-Go soube superar muito bem a estratégia rubro-negra. 

As críticas vão surgir, derrotas também. Mas todo e qualquer amante do futebol sabe que deixou o Mengão chegar, é caixão. Quem não se lembra do título de 2009? Um time que foi taxado de "o rebaixado", treinado por um ex-interino, que superou as dificuldades e promoveu uma arrancada no Brasileirão, contando com o talento de Pet e Adriano.

Esse que vos escreve nasceu em 1990, e não se lembra da última vez que ficou tanto tempo sem conjugar o verbo perder, quando o assunto era Flamengo. Portanto, é melhor a galera pôr as barbas de molho, que muitas surpresas vão surgir nesse campeonato, e quem acha que liderar agora é essencial está muito enganado.

Acácio Rodrigues

18 de ago. de 2011

Times do G-4 mudam de lugar, e nada mais

A 17ª rodada do Brasileirão 2011 está pegando fogo! Não. Algumas partidas mexeram com os corações dos torcedores, mas nada que alterasse muita coisa que já estava previsto. Fluminense venceu, mas será que convenceu? O Ceará detonou o Grêmio, mas esse chocolate não foi surpresa. O time de Renato Gaúcho cresce a cada partida, e Joel Santana botou as barbas de molho na noite desta quarta (17). O Peixe segue azedo, mesmo com um elenco de tirar o chapéu.

Apenas dois jogos da quarta do futebol mostraram a beleza do campeonato mais difícil do mundo. A vitória vascaína na Ressacada é o exemplo de como o cruzmaltino será pedra no sapato dos sargentos deste Brasileirão. O campeão do Brasil e único brasileiro na Liberta 2012, o Vascão é o clube a ser seguido como exemplo de fidelidade ao torcedor. A derrota para o Botafogo irrita quem é apaixonado pelo time, mas um clássico precisa ser levado em conta de que tem outro apelo, apesar desse discurso não convencer os vascaínos. Enfim, eis um time que pode levar o caneco para a sala de troféus, e digo, repito, e escrevo: não tenho nem 0,00000001% de dúvida.

A outra partida não poderia ser de outro time senão o Corinthians. Um jogo que tinha tudo para ser difícil para o Galo, começou de mão beijada para os mineiros, que abriram 2 a 0. É, mas esse Brasileirão tem mostrado que o resultado só é definido quando o jogo termina (não precisam rir da frase, basta lembrar de Santos 4 x 5 Flamengo). Nos jogos de hoje, Fla e São Paulo podem perder as chances de continuarem a busca pelo título, que no momento pertence ao Parque São Jorge.

Acácio Rodrigues



17 de ago. de 2011

Missão implacável para treinadores no RS

Hoje é dia de estreia no Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre. Dorival Júnior assume na prática o comando do Inter, e de cara enfrenta o Botafogo, 5º colocado na tabela de classificação, e cheio de moral na disputa por uma vaga no G-4. Mesmo com a 7ª posição, a campanha do Colorado ainda precisa de muito gás para se tornar algo produtivo. E mesmo assim, o novo treinador almeja o título, esse que a meu ver não passa do 5º, e olhe lá.

Vencer em casa nesse Brasileirão é tarefa obrigatória, já que os poderosos do G-4 têm uma campanha excecpcional jogando fora. O Inter terá modificações, já que o estilo de Dorival é muito distinto do time montado por Falcão. Andrezinho, por exemplo, fica no clube e garante-se como titular. Já o Fogão aposta no "talento" de Felipe Menezes e Alex, já que o maior ídolo atual do Glorioso está fora da equipe por 10 dias.

A lesão de Loco Abreu preocupa os torcedores, mas não deve ser levada a sério no ponto de se desesperar, já que o elenco do Botafogo tem peças de reposição em uma ou duas mudanças táticas promovidas por Caio Júnior, se assim decidir. Não dá para apostar em jogadas pelo alto sem um centroavante como Abreu. Bola ao chão será a melhor opção do técnico alvinegro, e o sistema de ataque precisa ter paciência para passar de Guiñazu, que volta ao time hoje.
Enfim, o duelo em Porto Alegre pode se tornar um capítulo de G-4 para o visitante, se o Vasco perder para o Avaí. O Colorado quer a qualquer custo os três pontos, já que tem gente na cola, e o confronto entre Flu e Figueirense pode colocar o time de Porto Alegre bem abaixo de onde está.

Acácio Rodrigues

16 de ago. de 2011

Vasco e a chance dos 33

O campeão da Copa do Brasil e primeiro time brasileiro com passaporte carimbado para a Libertadores 2012, enfrenta amanhã (17) o penúltimo colocado na tabela do Brasileirão. O Gigante da Colina terá uma oportunidade clara e objetiva de brigar pelo topo da classificação diante do Avaí, time que em casa até ameaça, mas ainda não inspira confiança absoluta de que é uma pedra no sapato.

Caso o Vasco vença, e o São Paulo perca para o lanterna América-MG na quinta-feira (18), a terceira posição será do time de São Januário, permanecendo assim o atual "G-5", e complicando a vida dos líderes. O jogo interessa  as duas equipes de maneira excepcional, já que ambas querem vencer. O time da Ressacada deseja a vitória para se livrar do fantasma do rebaixamento. O cruzmaltino quer mais um título, e não se incomoda de atrapalhar os planos do arquirrival Flamengo, único invicto no campeonato.

O técnico Ricardo Gomes não vai contar com Bernardo, o atual "queridinho" da torcida que cumpre suspensão automática. Já os veteranos, esses nunca podem ser confirmados. Com ou sem desfalques, o Vasco vai pra cima do time de Gustavo Kuerten, que aposta em Rafael Coelho para salvar o navio alvianil, que por muitas vezes foi apontado como o rebaixado de 2011.

Como mencionei no primeiro parágrafo, o Avaí não é pedra no sapato. Mas caso seja derrotado, pode tornar o Vasco o ocupante do posto na zona de aspirantes ao título, já que não necessita de uma vaga no G-4.

Acácio Rodrigues
@acaciorod

Capa-Preta terá estreia de goleador

A Copa Espírito Santo de Futebol é a competição que ainda falta na lista de títulos do Rio Branco Atlético Clube, maior vencedor do Estado. A estreia da equipe no próximo sábado (20) será contra o Sport Clube Capixaba, em Itapemirim, região sul do ES. E apesar da contusão do atacante Evandro, o Brancão vai contar com um grande (literalmente) atleta para começar a disputa com o pé direito.

O experiente centroavante Piter, que já passou por Americano, Coritiba, Desportiva, Club Atletic Juventus e Serra, tem o aval do técnico Mauro Rosa, e já se destacou no treino coletivo da tarde desta terça-feira (16). O jogador marcou dois gols, e deu uma assistência, carimbando assim sua presença na lista dos titulares, e entregando o cartão de visitas para o clube.

No que depender de Piter, o time não terá o zero no placar. Do outro lado, o goleiro Reinaldo sim, pode deixar o zero estampado, evitando os gols do adversário. Isso porque a estreia do jogador no Rio Branco pode manter a postura do elenco durante a preparação, já que em 3 amistosos o time marcou três e não sofreu nenhum tento. 

Um detalhe que não pode ser esquecido é a oportunidade concedida aos atletas da base. O treinador confirma as chances, e diz que o aproveitamento dos garotos tem sido positivo nos treinamentos e amistosos realizados pelo Rio Branco. Isso confirma e traz a tranquilidade da formação de atletas no Espírito Santo.

Acácio Rodrigues
@acaciorod

15 de ago. de 2011

Abel, o Flu, e os pontos de interrogação

O tricolor das Laranjeiras, atual campeão brasileiro, com camisa 9 selecionável, vive um momento bastante crítico. A frase óbvia não é pra menos, já que o próximo adversário é o mediano time do Figueirense, que nos últimos três jogos venceu dois e empatou um. Está na 8ª colocação, uma a frente do Fluminenese, que passa por resultados desagradáveis e polêmicas envolvendo seu principal centroavante.

O técnico Abel Braga pretende investir no reforço Martinuccio, já que tentar nunca é demais, principalmente quando a confiança está a beira do abismo, e as alternativas são poucas. É verdade que as peças do elenco tricolor não são de se jogar fora, afinal, quem tem Rafael Moura, Fred, Martinuccio e Sobis, não tem do que reclamar. Ou será que tem?

Tem. No papel, a coisa é boa. Em campo, o rendimento é crítico. Abelão está arrancando os cabelos para definir o que se pode fazer durante as partidas, já que aqueles que deveriam ajudar, acabam atrapalhando em alguns momentos. Dario Conca faz tanta falta assim? Nos últimos meses, depois da recuperação de uma lesão, o argentino vinha falhando, e lembrar seu nome como desculpa para os resultados negativos está fora de cogitação.

Os torcedores não desistem de criticar aqueles que, sinceramente, já não sabem mais onde pisam. O muro pichado escrito "Fora Abel" revela a indignação de muitos que esperavam mais do time vencedor do torneio mais difícil do mundo em 2010. Mas pra quem se lembra, a mesma "crise" aconteceu com o campeão de 2009. É preciso ter paciência. o desafio desta quarta (17) às 19h30 é difícil, mas não impossível.

Acácio Rodrigues
@acaciorod

Liderança em jogo nas Minas Gerais

Em Sete Lagoas, o time do Parque São Jorge tem uma missão duvidosa para sacramentar a liderança na 17ª rodada neste meio de semana. O Corinthians pega o Atlético-MG, que nos últimos cinco jogos, perdeu quatro (incluindo a Sul-Americana), e empatou um. A missão do técnico Cuca não poderia ser pior. O treinador ainda não conseguiu convencer a torcida do Galo, que protesta e clama por socorro após resultados muito negativos.

Mas será que tudo isso dá ao Timão as chances reais de garantir a primeira colocação sem precisar de outros resultados dos adversários mais próximos? Talvez. Isso porque o futebol revela situações pra lá de catastróficas com times que insistem em acreditar nos números. As cotações das Bolsas, a matemática financeira, os cálculos das dívidas, enfim, são exemplos de situações em que os números são essenciais. Mas no futebol a estatística não consegue competir com a bola rolando nos gramados.

No caso do jogo das 21h50 desta quarta-feira (17), Galo e Timão duelam precisando vencer. Esse sim é o chamado jogo dos 6 pontos, onde o time da casa precisa sair do sufoco do rebaixamento e críticas da torcida, e o visitante luta para se distanciar das duas equipes que estão na cola (ambos jogam na quinta-feira). A última vitória do Atlético foi sobre o questionado Fluminense por 1 a 0 na 12ª rodada. Já o líder perdeu pela última vez contra o Avaí por 3 a 2 na 13ª rodada. É esperar pra ver quem vai conseguir um resultado agradável para uns, e péssimo (ou até desesperador) para outros. O empate está descartado para as duas equipes e suas torcidas. 


Acácio Rodrigues

@acaciorod

14 de ago. de 2011

O segundo capítulo de Vasco e Palmeiras

O duelo em São Januário manteve a explosão do torcedor vascaíno. O Gigante da Colina garantiu a quarta colocação (promovendo um "G-5"), e com um golaço de falta de Bernardo, mas com grande estilo Juninho Pernambucano, a vitória sobre o Verdão remete às especulações de uma possibilidade de título do cruzmaltinho. Isso porque a força e a ascenção discreta do time de Ricardo Gomes é simplesmente fantástica. Já o Palmeiras, esse me parece em decadência, e mesmo com Kléber, Valdivia, e Maikon Leite, o time embala.

Após a vitória do Botafogo (carrasco vascaíno na rodada anterior) no sábado, a equipe de Felipão desce a ladeira com medo de colocar os pés no chão. Questionado por um repórter, o chileno camisa 10 disse que além do gol faltou o... gol. Isso mesmo! Segundo Valdivia, não houve erro, pois a vitória do Vasco veio de um gol de falta. Assim é fácil declarar as justificativas de uma derrota, já que o time montado pelo técnico do Penta é maravilhoso. Não é.

Errar em uma partida como essa é crucificar o posicionamento na tabela de classificação, já que os dois times tiveram praticamente um confronto direto pela mesma região da lista dos 20 clubes da Série A. Isso sem contar a decisão na Sul-Americana no próximo dia 25, jogo em que o Vasco tem vantagem depois de vencer o jogo de ida por 2 a 0.

O capítulo final promete uma batalha impecável, e surpresas podem acontecer. Mas obviamente que a classificação vascaína tem a probabilidade mais do que notável pelo comportamento das equipes no Brasileirão, e da primeira partida na Sul-Americana. Antes do jogo da volta, Vasco e Palmeiras jogam clássicos, o que vai apimentar ainda mais o comprometimento das equipes dentro de campo. Fluminense e São Paulo podem transformar o melhor de três do cruzmaltino e o time verde em uma novela de Manoel Carlos, aquelas em que a história é sempre diferente daquilo que norteia a mente humana.

Acácio Rodrigues

Os três mosqueteiros e a coincidência em 2 a 2

O Campeonato Brasileiro 2011 está cada dia mais confuso diante das expectativas de quem vai ficar no G-4. Os líderes jogaram depois de um empate do terceiro colocado, o São Paulo, e não aproveitaram a falta de cuidado de uma equipe Hexacampeã do torneio que só não perdeu em casa porque um veterano empurrou com lágrimas a bola para o fundo da rede. Um gol no finalzinho, contra um time em ascensão, foi o último suspiro de um candidato ao título que conseguiu pelo menos permanecer na mesma colocação.

Os desafios de Corinthians e Flamengo não eram fáceis. Dizer que o líder poderia confirmar o topo com uma boa vitória contra o Ceará, equipe que vem "atrapalhando" os adversários (e é o único que conseguiu vencer o Flamengo em 2011), seria non sense apesar de seus quatro jogos consecutivos sem vencer. Já o time da Gávea que viajou à Florianópolis para pegar o Figueirense, que derrotou Galo e Glorioso nas duas últimas rodadas, e perdeu apenas contra o Palmeiras jogando em casa. Os duelos foram chatos para aqueles que torcem pelos sargentos deste Brasileirão. Enquanto o tricolor paulista bobeou perante o Furacão (que vem fazendo jus ao apelido), Timão e Fla sofreram para não perder seus jogos.

Pensando de forma conectada ao objetivo deste blog, o foco da partida do Orlando Scarpelli é basicamente sufoco e pressão do Figueira, que massacrou o Flamengo. O primeiro tempo refletiu a equipe de Luxemburgo nos últimos jogos. Troca de passes com paciência, controle de bola, mas com algumas falhas na marcação. Angelim foi quase perfeito, e Wellington mais uma vez decepcionou. O gol de empate dos catarinenses saiu de um grave erro do defensor rubro-negro, que cabeceou uma bola para escanteio, essa que nitidamente sairia pela linha de fundo com muita folga.

As constantes reclamações levaram o Fla a receber seis amarelos contra nenhum dos donos da casa. Héber Roberto Lopes foi bastante questionado pelo R10, e outros jogadores do Flamengo. O empurrão da torcida local, a força do time treinado por Jorginho na segunda etapa, e o nervosismo explícito vermelho e preto resultaram em um empate em 2 a 2 após uma vitória praticamente escrita até os cinco minutos do segundo tempo. O questionamento sobre o árbitro não é simples de se justificar, já que dentro de campo as palavras nem sempre soam com gentileza.

No Pacaembu, a "tragédia" dos corintianos quase apareceu aos 37 do segundo tempo com Marcelo Nicácio, que impedido marcou, mas o tento foi anulado. Só que o jogo é encerrado após os 45, e aos 39, Rudinei fez o que nenhum dos 26.763 pagantes esperava. A dupla dinâmica jogou suas armas no chão quando os três pontos pareciam garantidos. Mas no futebol, achar é pecado, e desistir de lutar até o fim por ter uma conquista antecipada na mente é delírio. Já o terceiro, esse sim não aproveitou o que poderia deixá-lo na liderança, com uma vitória a mais que o time do Parque São Jorge.

Acácio Rodrigues