29 de ago. de 2011

Clássicos são clássicos

Um jogo clássico no futebol é sempre visto com bons olhos. Seja no Brasil, seja na Argentina, seja na Europa... não importa. Clássico é clássico. Os torcedores esperam resultados positivos, mas nem tudo são flores para uns. Flamengo e Vasco não saíram do zero, mas a vitória foi do time rubro-negro. Com um a menos durante todo o segundo tempo, a equipe de Luxemburgo conseguiu segurar o empate, e não saiu da vice-liderança. O melhor para o time da Gávea é que o Corinthians perdeu e o São Paulo empatou. Nada mais confortável.
Ruim foi o Vasco, que não teve condições de empurrar a bola para o fundo da rede. Com boas oportunidades, o Gigante da Colina estava desorganizado diante de um time sem estrutura defensiva, pois além de Welinton expulso, Alex Silva saiu lesionado. Isso provoca mudanças e clima tenso entre a comissão técnica e a torcida, já que peças de reposição existem, mas o banco pode ficar desfalcado. Gustavo e Angelim devem jogar, mas na reserva fica o maluco Jean. Infelizmente Frauches foi disputar um torneio internacional com o time júnior, e não vai poder mostrar seu futebol entre os profissionais.

No Morumbi, o São Paulo teve tudo para passar o Mengão, mas não aguentou a pressão do Peixe. O Santos estragou a festa tricolor, e o empate seco em 1 a 1 deixou a galera ansiosa pelo segundo turno (que vai pegar fogo). Só um detalhe: a zona de classificação que se cuide, pois o Glorioso vai dar muito trabalho nesse Brasileirão. Um time bem montado, comendo pelas beiradas, já é uma rocha na mira do fuzil dos líderes.

Falando em liderança, o Timão não venceu o Palmeiras, que pela primeira vez (na minha opinião) mostrou um futebol mais categórico, e fez os torcedores tirarem a camisa do guarda-roupa. Fernandão mal chegou e já está na janela, curtindo a brisa. Artilheiro do Guarani na série B, o atacante deu o cartão de visitas para os torcedores alviverdes. Luan, considerado bom jogador por uns e zero a esquerda por outros, fez o dele e a garantia dos três pontos contra o arquirrival líder do Brasileirão não poderia ter vindo em hora melhor. Mas ainda há muito trabalho a ser feito no time do Palestra.

Montillo é o rei de Minas Gerais. O Cruzeiro só tem a agradecer ao hermano camisa 10, pois a vitória contra o Galo rendeu graças ao maestro da equipe. Joel Santana diz acreditar em Libertadores, e acha até pouco para o elenco e a estrutura que tem. Só que no papel nada resolve. Nas quatro linhas (fiz um merchan do blog sim) é o foco de qualquer clube que deseja ser campeão da competição mais difícil do mundo, o Brasileirão.

Acácio Rodrigues

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